Joana Vasconcelos só até Domingo em Lisboa


Que a exposição deJoana Vasconcelos tem feito as delícias de centenas de milhares de apreciadores da arte e curiosos nao é novidade. O tempo tem passado tão rápido que deixei para o final aquele que foi o meu maior prazer da semana. Já tinha visto fotos por todas as redes e lido críticas fantásticas por todos os media mas nada me tinha levado tão perto daquilo que vivenciei nos antigos aposentos da familia real portuguesa.

Das maiores características da artista é a mescla de materiais pobres e simples com o glamour e o grandioso, logo, qualquer pessoa que tenha por tendência a sua zona de conforto nos extremos da vida sentirá uma agradável catarse ao passear-se pelo Palácio Nacional da Ajuda.

Existe um apelo simultaneamente leve e vincado a todos os sentidos. Será o visual a levar-nos em busca das obras, mas já no recinto, o fado, a ópera e o cheiro a naftalina nos levam ainda mais longe.

Desde a passagem pelo Jardim do Éden onde deixei escapar um “uau” que o que se vê chega-nos com toda a magnificência. Eu nunca tinha visitado o palácio que por si só já vale umas horas muito bem passadas. Remete-nos aos tempos do reinado de D. Luís I até a implantação da República. Os ambientes oitocentistas acolhem colecções de artes decorativas dos séculos XVIII e XIX e enchem os olhos aos amantes do belo que nao resistem em fotografar todos os cómodos.

As obras contemporâneas e excêntricas da Joana fundem-se às mobílias reais e convivem harmoniosamente com os têxteis, a cerâmica, a ourivesaria, a pintura, a escultura e a fotografia do museu.

A conjugação do espaço com a arte da jovem portuguesa leva-nos a uma perfeita viagem cheia de fantasia e humor. Imperdível!

So até ao próximo Domingo. Corram!

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