Cartas de AMOR


Cartas de AMOR

Como tudo tinha muito mais graça quando as cartas de amor, mesmo que cafonas, ainda estavam em uso.

Ainda sou desse tempo, mas só porque fui muito precoce nestas “coisas de amar”.

Ainda tenho um amigo ou outro que se lembra de colocar um postal no correio quando viaja e vibro muito! Eu gosto de papel (perdoem-me os fundamentalistas) e de tudo o que seja material de papelaria…o cheiro, o toque, o design…mas o cheiro mais que tudo, como sempre e em tudo. Querem cheiro que remeta mais a infância do que cheiro de borracha e lápis de cor? E tudo o que me leve à infância rouba-me um sorriso.

Mas, voltando às cartas de amor, eu sou perita nelas. Entrou na minha vida, seja pelo tempo que for, vai levar um carimbo…ou melhor, uma carta de amor. Nem que seja de despedida. Faz parte.

Andava aqui num zaping online pelos inbox da vida e encontrei não uma carta de amor, mas um e-mail que me despertou as melhores sensações no dia que sucedeu a Fashion Night Out do ano passado, das minhas noites favoritas em Lisboa.

Há uns dias atrás, pedi autorizaçao ao remetente para publicá-la. Sem revelar a fonte, está claro. E ele autorizou. Partilho convosco:

“Houve qualquer coisa que parecia fora do sítio. A primeiríssima imagem distou apenas uns 5 segundos da última mas cada um dos “frames” parecia apenas confirmar, mais do que isso, reforçar o anterior …
Não nos iludamos sobre o que cabe de tempo pessoal em cada segundo do relógio e naquele primeiro flash do primeiríssimo segundo era a surpresa: “pode ser, de novo? a “voadora de Queijas” aqui e agora?”. Ciente de que o tempo iria ser escasso deixei as cogitações para momento posterior e tentei focar toda a atenção na observação. Sabia, nem que fose instintivamente, que o que se seguiria seria um instante rápido daqueles em que devemos aguçar o instinto, deixar vogar os sentidos e dar folga ao entendimento. Só assim teria recolhidos todos os dados que depois conseguiria processar…ou não.
Era um momento animal no meio de um evento que celebrava a nossa “libertação” da barbárie do nu, a nossa emancipação do animal a caminho do projecto “animal cultural”. Era o que estava fora de sítio!! A prisão de sentir um conflito entre o natureza e cultura. Entre o que iria ser feito e o que nunca seria.
Fotograma a fotograma a informação ficaria registada. A forma como as “alças” brancas assentavam no ombros, o modo como o cabelo ondulava, o som que não se ouvia mas se adivinhava das botas, a silhueta inteira a passar como que através de mim. Prometi não virar a cabeça e nunca confessarei se cumpri a promessa”.

Digam lá se não é de ler e reler esboçando sorrisos vários?

Para as consumistas de plantão, uns creditozinhos básicos:

Vestido: Ruga

Botas: Diesel

Carteira: Vuitton

Mega bronze e super alto astral😉

Em Setembro há mais!

Beijinhos Life Lovers, até amanha.