Ser Mãe – na primeira pessoa


Ser Mãe - na primeira pessoa

O meu processo da maternidade começou no dia em que o meu teste caseiro deu positivo. Ansiosa fui fazer o Beta hcg (teste ao sangue) porque não sabia que não existem falsos positivos. Tinha tão pouco tempo de gestação que a ansiedade ainda ficou maior, por ser uma fase delicada.

Felizmente, Deus quis que ele viesse e preparei tudo ao pormenor para a sua chegada.
Quem me conhece sabe que sempre quis ser mãe, era o grande sonho da minha vida, maior do que qualquer sonho profissional, e olhem que eu sou carreirista.

Quase nada na vida me aconteceu como planeei, daí ser uma perita em improviso. Hoje, às portas dos meus 34 anos, sinto-me muito contente com o percurso que trilhei até aqui mesmo com tantas curvas e percalços.

Este é o terceiro ano em que comemoro o Dia da Mãe com o meu filho ao colo e o primeiro em que resolvo escrever sobre o tema. Há sentimentos tão avassaladores que dificilmente conseguimos colocar no papel, mas fica a tentativa.

Estar grávida para mim foi uma benção, adorei cada sensação, as alterações do corpo, a insanidade silenciosa, a mudança do meu cheiro e até o olfacto ultra apurado, como que de um bicho. Só quem já passou por isso, poderá entender.

Ser mãe é o processo mais solitário da vida de uma mulher. Não interessa se temos muitos amigos à volta, uma família integrada, um marido presente. Uma mãe está sempre sozinha. Só ela sabe dos pensamentos que a invadem, das preocupações que a atormentam, do AMOR que é tão forte que chega a doer. Dói mesmo.

Só não me arrisco a dizer que o amor de mãe é o maior do mundo, porque acredito que o amor de um filho bebé pela sua mãe ultrapassa qualquer bitola – mesmo quando a mãe não merece. O amor de um bebé é puro, desinteressado e sem egoísmo. Não existe explicação para o olhar de um filho bebé para a sua mãe. É intenso, mágico e transcendental. Esse olhar, especialmente quando acompanhado de um sorriso é o pilar da força feminina. Segundo Freud “Como fica forte uma pessoa quando está segura de ser amada”, e essa força vem muito mais facilmente quando temos filhos, pois serão, muito em princípio, os únicos que nos amam incondicionalmente.

A parte boa de haver dia disto e daquilo – mesmo quando sabemos que diariamente é dia disto e daquilo – é que nos obriga a parar para pensar. Nem sempre temos tempo para um simples flashback e o tempo passa rápido demais.

Saudações maternais a todas as MÃES do Universo! Um dia feliz. ♥