Aos amantes de Gin


Isso de termos a tendência para não sairmos da nossa zona de conforto muitas vezes nos impede de conhecermos coisas muito boas, melhores até do que aquelas que já achamos óptimas.

Faça frio ou faça chuva todas as semanas separo uma noite para espairecer. Mas é tão comum circular pelos espaços onde já sou da casa que tenho deixado passar ao lado uma série de novidades da noite Lisboeta, que aqui entre nós, é a melhor do mundo.

Então, desde o inicio do ano, resolvi conhecer todas as mais recentes capelinhas, mesmo estando sempre muito condicionada e duvidando que venha a trocar a minha grande e antiga pista de dança.

Este sábado que passou, depois de um jantar fantástico com uma amiga de longa data num restaurante indiano que já faz parte do roteiro há mais de uma década, resolvemos ir conhecer o famoso bar do gin.

O espaço que alberga o corner Lisbonita é muito agradável e bem frequentado. Quando chegámos ainda havia grupos à volta das mesas rodeadas de cadeiras dos mais diversos modelos onde haviam servido jantares. Não pode ter sido à toa que a Time Out premiou a Taberna Moderna como melhor restaurante de Lisboa em 2012. Ainda não tive o privilégio de provar as especialidades que reúnem pratos portugueses e espanhóis, mas ao espreitar a carta fiquei com muita vontade! Mas, eu ia em busca de um gin.

Comecei a beber gin nem há dois anos e foi graças ao famoso Hendrick´s com pepino. O destilado frutado servido naqueles lindos copos (leia-se baldes) é muito apetecível e perfeito para iniciantes.

Como sabem, adoro explicações sobre tudo e antes de pedir fosse o que fosse, iniciei um inquérito ao simpático moreno por trás do balcão. Pensava que se tratava de um tema simples e objectivo, mas afinal, o mundo dos gin-tónicos tem muita ciência. Ainda íamos na introdução quando o bar fecha. E aí, pode-se dizer que estávamos no sítio certo na hora certa. Nada como uma pequena grande degustação acompanhada de uma lição muito interessante.

Não me peçam agora para vos ensinar tudo o que me foi transmitido, até porque se são amantes de gin, a casa propõe workshops com toda a informação e mais alguma sobre o assunto. Era de facto muita informação e bolinhas de zimbro para ali, bolinhas de zimbro para acolá…lembro-me muito de ouvir várias vezes a palavra premium, o que me agrada sempre.

São mais de oitenta garrafas com vários aromas, frutadas ou não, numeradas, os gins mais raros do mundo. Até as águas-tónicas não são quaisquer, são premiuns!

Quando a conversa já estava boa e quando em momento algum Cláudio nos servia Hendrick´s, eu já estava a dar graças por não ter lá chegado com ar de entendida a pedir o gin da moda. A dado momento, tive de perceber bem em termos mensuráveis em que patamar se encontrava aquele que eu até ao momento considerava o melhor gin do mercado. Pois, num ranking que 1 a 5, ele falou-me em 2. Isto significa que ainda tenho 3 níveis por desbravar!

Alguns gin-tónicos depois, tivémos de ir embora para dar descanso ao simpático staff responsável pelas inúmeras vezes que irei voltar, seguramente. Fiquei a perceber a ideia do dono ao ter escolhido o nome que deu a este espaço tão acolhedor: Entras aqui e sais “bonita”!🙂 Depois daquilo tudo, só havia uma hipótese que era, sem dúvidas, ir para casa.😉 hehe Life´s good!

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