Recicladas de fresco!


Recicladas de fresco!

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Já vos tinha falado destas cadeiras de madeira. Finalmente estão prontas. Tinha as visualizado brancas desde que as tenho – mas isso já acontece por defeito, imagino sempre tudo em branco. Gosto de casas em que o branco predomina – mas elas estavam demasiado descoladas e por um triz desistia delas. Mas, “eu sou brasileira e não desisto nunca!”🙂

Passaram um tempão lá fora ao sol e no dia em que resolvi pegar nelas (já há bastante tempo), pedi ajuda a um amigo para cola-las com cola de madeira. Parte ficou colada, outra não.

De seguida, passado outro tempo, avancei com uma espuma que comprei que tem muito que se lhe diga. A ideia é a espuma preencher os espaços por entre a madeira que poderão fazer a cadeira ficar bamba. A espuma preenche, sim. Não é barata e é de uma só utilização porque o tubo fica inutilizado posteriormente. Quer dizer, ainda vou à loja ver se me conseguem mais um tubo, caso o que restou da espuma (que foi muito) não esteja seco dentro da lata.

Eu consegui a proeza de utilizar a espuma sem luvas. Foi mais de uma semana a “descascar” restos do produto que nenhuma água raz, acetona, alcool, diluente, o que fosse, tirava das minhas mãos. Só mesmo o tempo e a força. Fiquei em carne viva e sem impressões digitais…deixei as cadeiras de lado e muita gente chegou a jantar nelas num estado deplorável: castanhas com remendos brancos.

Mas, ontem foi o dia de ir buscar umas cadeiras novas. Lindas e contemporâneas que uma amiga que se está a mudar para Madrid vendeu-me a preço de amiga. Ficaram tão bem na minha sala de jantar que me entusiasmei e finalizei as cadeirinhas românticas.

Já reciclei outros móveis com efeito patina com tinta de água mesmo e dá certo. Mas, já tinha esta tinta em casa fechadinha há tanto tempo que achei que era o momento de a utilizar. Correu bem. É a parte mais prazerosa da operação.

É só lixar, pintar e voltar a lixar em determinadas partes para aparecer a cor da madeira original.

Este é o resultado. Espero que gostem. Eu gostei. E a Victoria também.