Blanco grita Missoni


Alexandra, este é para ti!

15/03/2012.

Num dia em que as nuvens, as trovoadas e a chuva dão as mãos e espalham por Lisboa um aroma que remete aos trópicos, qual será o melhor lugar para carregar as baterias? Nem há discussão, Chiado. Tenho sempre a táctica perfeita de quem está em contenção: vou à Rua Garret comprar café. Vejo as montras meio que a medo, desfilo um dos pares de óculos escuros que colecciono (ou coleccionava) e, enfim, compro a única coisa que realmente vou usar diariamente e que para além de tudo ajuda a equilibrar este humor um tanto quanto duvidoso – e bebo aquela edição limitada à borla, bom. Ao descer a rua penso “Ok, só uma loja” e obtenho resposta automática “ Entra numa barata que sofres menos”. Certo, hoje li num blog qualquer que a Bershka estava a perdição, entrei e gostei do que vi e não contem à minha mãe mas – foi mais forte do que eu – comprei um basiquinho que vai fazer furor! Bom, e já que hoje em dia estar sem dinheiro pode não ser lançar tendência mas é, seguramente, seguir uma tendência incontornável em Portugal, resolvi atravessar a rua e dar continuidade ao raciocínio e ver a nova colecção da Blanco. Eu sempre tive aversão a essa loja e nunca deixei lá um único cêntimo, mas hoje era o dia ou não. Mal cheguei ao segundo piso começo a reparar nas estampas e a indagar “WTF?! Entrei na Missoni por acaso?” . Incrível como uma loja low cost consegue espalhar por sabrinas, saias e blusas a famosa malharia zig zag da grife italiana. As imitações do ano passado das pulseiras e anéis com estrelas do mar da Bimba y Lola ainda estão à venda e há até uma réplica de uma jóia Yves Saint Laurent por pouco mais de 5 euros. Bom, saí da loja e não comprei nada uma vez mais mas trouxe para casa uma interrogação na testa. Isto agora é assim, fake and allowed?