Dia 1. É hoje!


Muito provavelmente, o primeiro post é como o primeiro tu-do – o mais difícil. Uma pessoa resolve ter um blog, anda a magicar o que seria pertinente partilhar com o vácuo – sim, porque a sensação inicial de se escrever num espaço público e sem fronteiras é essa mesma, vácuo. Não se espera respostas, não me parece que haja muito feedback, afinal, em qualquer rede social é mais rápido e fácil fazer aquele like, comment ou retweet entre uns minutos de descanso ou distracção em que se vai espreitar os feeds das janelinhas estratégica e discretamente fechadas no cantinho do ecrã.

A pessoa resgata aquele blog que tinha criado há anos e abandonado pouco tempo depois, tenta entender um pouco a lógica da coisa, escolhe um tema apelativo e depois? Agora escreve, menina. A verdade é que desde sempre joguei fora quase todos os vários poemas que escrevi. Alguns ainda se encontram naquelas arrumações gerais que normalmente só se fazem quando mudamos de casa. Por sorte ou azar já mudei de casa mais de 20 vezes, arrisco dizer que mudei tantas vezes como os anos que tenho, mas agora não vou contar, nem contar-vos. O que se escreve sem ser de forma pragmática parece-me sempre muito íntimo, íntimo demais para se partilhar assim. E o pior é que normalmente deixa de fazer sentido. Como a moda, tem uma beleza relativa e finita ou cíclica.

Bom, justificativas à parte, costumo dizer “ajoelhou tem de rezar”. A ideia de qualquer forma está longe de ser partilhar poesia. Essas – se ainda saírem naqueles dias de chuva – continuarão a ficar escondidas por entre folhas de livros e caixinhas e baús que tanto gosto. A ideia do Life´s Good é comunicar unindo gostos, vontades e prazeres de pessoas que falam a língua portuguesa estejam vocês onde estiverem,  “It´s a small world after all”. Não sou de falar de sapatos e carteiras obcecadamente , não quero ter a pressão de comentar os vestidos dos próximos Óscares, a obrigação de ir ao cinema ver filmes que não quero só para escrever sobre os mesmos, enfim, quero estar aqui por prazer. E que esse meu prazer torne as minhas palavras apetitosas para que possam devorá-las quando sair artigo seja sobre uma bebida nova, um restaurante da moda, aquele evento trendy ou ainda algo nada a ver!🙂 Quero que sintam comigo as sensações que me levaram a teclá-las. A ideia é relaxar. Até já. Ah, e não prometo aplicar tanto itálico quando começar a criar intimidade convosco!